O Governo de Minas, por meio da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), lançou o Painel de Áreas Contaminadas e Reabilitadas em Minas Gerais – ano-base 2025, uma ferramenta interativa que reúne dados atualizados sobre áreas contaminadas e reabilitadas em todo o estado. A iniciativa amplia a transparência e facilita o acesso da população às informações ambientais.
O painel integra o Visualizador da Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IDE-Sisema) e apresenta dados georreferenciados do Inventário de Áreas Contaminadas e Reabilitadas. A plataforma permite analisar a distribuição dessas áreas em todo o território mineiro, por meio de mapas e filtros interativos.
Alimentado com informações do Sistema de Informação sobre Áreas Contaminadas (SIAC), o painel possibilita consultas detalhadas por município, circunscrição hidrográfica, tipo de atividade econômica, classificação da área, etapa do gerenciamento ambiental e responsável legal. Também é possível acessar dados consolidados por meio de um mapa interativo.
De acordo com os dados do ano-base 2025, o cadastro estadual contabiliza 766 áreas contaminadas e reabilitadas em Minas Gerais. Desse total, 219 áreas estão sob gerenciamento da Prefeitura de Belo Horizonte, o que evidencia a relevância da atuação municipal na gestão desses passivos ambientais.
Para o presidente da Feam, Edson de Resende Castro, a iniciativa representa um avanço importante na gestão ambiental do estado. “A disponibilização de dados atualizados e georreferenciados amplia a transparência da atuação do poder público e fortalece a tomada de decisões por gestores, empreendedores e pela sociedade, contribuindo para ações mais qualificadas de prevenção, controle e recuperação ambiental”, afirma.
Os números apresentados no painel também indicam a evolução das políticas públicas voltadas às áreas contaminadas em Minas Gerais. As Áreas Reabilitadas para Uso Declarado (AR) e as Áreas em Monitoramento para Reabilitação (AMR) representam, juntas, 62% dos registros, demonstrando avanços significativos nas etapas de acompanhamento e reabilitação ambiental.
Segundo o gerente de Áreas Contaminadas da Feam, Luiz Otávio Martins Cruz, os resultados refletem o fortalecimento das ações institucionais ao longo dos últimos anos. “Em 2025, a Feam alcançou o marco de 205 áreas reabilitadas, resultado do fortalecimento institucional das ações de controle e recuperação ambiental”, destaca.
Cruz ressalta ainda a importância da disponibilização das informações em formato interativo. “O painel é um instrumento de consulta pública, voltado a gestores, técnicos, pesquisadores e à população em geral, contribuindo para o acompanhamento contínuo das iniciativas de gerenciamento e reabilitação ambiental”, afirma.
Entre as atividades econômicas associadas às áreas cadastradas, predominam os empreendimentos de revenda de combustíveis, responsáveis por cerca de 72% dos registros. O painel também reúne informações sobre áreas vinculadas a atividades de infraestrutura e a setores industriais, como as indústrias metalúrgica e química.
Base geoespacial e controle institucional
Outra novidade é a disponibilização, na Infraestrutura de Dados Espaciais do Sisema (IDE-Sisema), das informações referentes às áreas reabilitadas que ainda demandam medidas de controle institucional.
De acordo com o diretor de Gestão de Barragens e Recuperação de Área de Mineração e Indústria da Feam, Roberto Júnio Gomes, trata-se de uma base geoespacial vetorial, atualizada para o ano-base 2025, que delimita o perímetro das áreas classificadas como Área Reabilitada para Uso Declarado (AR) que ainda exigem ações como monitoramento contínuo e restrições ao uso do solo ou da água subterrânea. “A disponibilização dessa camada na IDE-Sisema amplia o acesso público às informações, fortalece a integração entre dados ambientais e territoriais e subsidia a atuação técnica de gestores, órgãos públicos e demais usuários”, conclui.
Ascom/Sisema
