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Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM

Ações emergenciais no primeiro ano após o rompimento da barragem da Vale – anos 2019/2020

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Após o rompimento da barragem B-I, a Vale iniciou uma série de intervenções para cessar o carreamento de rejeitos e sedimentos do ribeirão Ferro-Carvão para o rio Paraopeba e melhorar a qualidade da água e também implementou diversas obras para estabilizar e reforçar a segurança das estruturas remanescentes na mina Córrego do Feijão.

Parte do rejeito armazenado na B-I permaneceu na região do antigo barramento, por isso, no primeiro ano pós-desastre, foram instalados novos instrumentos para monitorar a estabilidade dos 2Mm³ remanescentes no local. Adicionalmente, ainda em relação a B-I, foi realizado o desvio da nascente permanente que está localizada a montante da barragem, com intuito de reduzir o aporte de água na estrutura.

A massa de rejeitos que vazou de B-I na ocasião do desastre acarretou o rompimento das barragens B-IV e B-IV-A, que se encontravam a jusante da estrutura, e comprometeu a estabilidade da barragem B-VI, que sofreu danos no vertedor e teve o seu dreno de fundo entupido. Assim, ao longo de 2019, foram realizadas diversas obras emergenciais na barragem B-VI com o intuito de garantir a estabilidade da estrutura, como: instalação do sistema de bombeamento emergencial do reservatório; intervenções no dreno de fundo e limpeza da área afetada (pé e ombreiras).

Para as intervenções relativas à diminuição do carreamento de rejeitos e melhoria da qualidade da água foram definidos três trechos para execução das obras emergenciais, sendo eles:

  • Trecho 1: área do rompimento da B-1 até a confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba, com aproximadamente 10 km de extensão.
  • Trecho 2: área de Brumadinho até Juatuba, com aproximadamente 30km de extensão.
  • Trecho 3: área entre Juatuba até a Usina Hidrelétrica (UHE) Retiro Baixo, com aproximadamente 170 km de extensão.

 

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Subdivisão por trechos para execução das obras emergenciais.                                                             

Fonte: Arquivo Feam.

Para a contenção dos rejeitos e melhoria da qualidade da água foram construídas uma série de estruturas de pequeno a médio porte. A partir da estrutura remanescente da Barragem B1 até a confluência com o rio Paraopeba, as ações de intervenção foram: barreiras de estabilização de calha (BEC), barreira hidráulica (BH) 0, dique 2, BH 1, cortinas metálicas em estaca prancha 1 e 2, Estação de Tratamento de Água Fluvial 1 e 2 (ETAFs 1 e 2).

Foi autorizado à Vale S.A., pela Semad, licença para exercer atividade de disposição de rejeito em cava, com uma validade da licença de 10 anos. O volume de disposição licenciado é de 7.000.000 m³. Para a concessão da licença foi solicitado apresentação de estudos hidrogeológicos, bem como os procedimentos de gestão de resíduos e monitoramento da cava.

Além da construção das estruturas de contenção de rejeitos, tendo em vista os impactos ocorridos entre o ribeirão Ferro-Carvão a jusante da rodovia Alberto Flores até a confluência com o rio Paraopeba (Trecho 1), o Sisema estabeleceu a realização de um piloto, denominado como Marco Zero. Esse piloto teve como objetivo de cessar o carreamento de rejeitos e sedimentos do ribeirão Ferro-Carvão para o rio Paraopeba, principalmente, vislumbrando o período chuvoso 2019/2020, que poderiam carrear esse rejeito.

Dentre as atividades executadas no piloto estão: a) Tratamento da Água do ribeirão Ferro-Carvão na ETAF-1; b) Restauração da calha do ribeirão Ferro-Carvão com a remoção do rejeito e revegetação do trecho; e, c) Dragagem em 800m do rio Paraopeba, que sofreram o refluxo da lama de rejeito.

Essas ações vêm sendo discutidas e aprimoradas pela empresa, com o acompanhamento dos órgãos ambientais por meio de reuniões quinzenais entre as equipes técnicas envolvidas e também em vistorias aos locais afetados. Ressalta-se que as soluções técnicas adotadas são de responsabilidade da Vale S.A, mas cabe ao Sisema avaliar se as propostas apresentadas pela empresa atendem aos requisitos da legislação ambiental em vigor e solicitar a revisão ou detalhamento.

Essas ações emergenciais, previstas para ocorrerem até o mês de março do ano de 2020, passaram por licenciamento ambiental, por meio da Licença de Operação Corretiva – LOC.

As ações de médio e longo prazo serão de?nidas em um “Plano de Reparação Integral da Bacia do Rio Paraopeba”, que contemplará medidas de reparação ambiental, econômica e social, envolvendo as diversas Secretarias do Governo. Caberá ao Comitê Gestor Pró-Brumadinho conduzir as discussões correlacionadas a elaboração e a execução do referido plano. Essas ações de médio e longo prazo terão que passar pelo trâmite de licenciamento ambiental, quando couber.

 

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